Enxaqueca afeta 90% da população mundial, segundo OMS

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Doença é três vezes mais comum em mulheres do que nos homens

A enxaqueca é uma doença caracterizada por uma dor em apenas um dos lados da cabeça, não em toda a região como acontece em outros tipos de cefaleia.  Provocada por um distúrbio neurovascular crônico, tem sintomas incapacitantes, caracterizados por dores fortes, latejantes, constantes e geralmente acompanhadas de náuseas.

Pode causar, ainda, variação de humor, falta de energia, desconcentração no trabalho e nas atividades familiares. Como as pessoas com enxaqueca ficam hipersensíveis à luz e aos ruídos, muitas vezes os sintomas só diminuem com o recolhimento a um quarto escuro.

Calcula-se que uma em quatro mulheres sofre desta doença. Entre os homens, apenas 10% são afetados. Especialistas afirmam que a causa provável dessa diferença sejam as alterações hormonais. Os cérebros dos homens só produzem testosterona. Já os das mulheres sofrem duas modificações no mês.  Durante quinze dias, produz estrógeno e, nos outros quinze, progesterona. Essa mudança constante afeta o sistema límbico, ligado às emoções, à memória e a substâncias que interferem na produção dos hormônios sexuais.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que a enxaqueca atinge 90% da população mundial. Destaca, ainda, que a doença pode estar ligada à dieta, pois alguns alimentos potencializam ou até mesmo são os responsáveis pelo inicio da crise.

Segundo a OMS, quem já tem predisposição para enxaqueca deve evitar alguns alimentos como ovos, chocolates, frutas ácidas, trigo, amendoim, tomate e cebola, entre outros. Os exercícios físicos também podem ajudar a evitar as crises. É que, ao realizar atividades físicas, o organismo libera endorfina e serotonina, substâncias que trazem bem-estar e auxiliam no combate à dor. Mas fique atento: exercitar-se durante uma crise de enxaqueca não é recomendado pelos médicos.

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